sábado, 17 de maio de 2008

Suspiro Derradeiro

E no instante mais nobre da vida, a morte, não nos resta mais nada, além da nona de Beethoven, a soar incessantemente, dedilhada com a imprecisão humana, dando beleza à perfeição discreta do artísta e tornando lírico o momento do fim.

Os dedos não param, as lágrimas não cessam, escorrem ritimadamente e com a calma aflíta apropriada ao momento. A ânsia se acalanta na cova calma do vizinho artísta.

E no fim não nos resta mais nada, além da eterna nona de Beethoven, a soar incessantemente, dedilhada com a imprecisão humana, dando sentido e poesia ao suspiro derradeiro.

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