Era uma vez uma menina, na verdade ainda é
Menina de alma, de corpo mulher.
Dentro dela havia um bicho, dentes grandes talvez
De patas curtas, comprido, transparente, não sei.
Também do que me importa pode-lo enxergar
Se está adormecido, morando por lá.
Bicho mal, bicho feio, que grita em todos nós
Mas nela não se ouvia, calaram-lhe a voz.
Teria Deus esquecido esta pobre menina
Ou talvez a ecolhido, uma saga, uma sina.
Será que ela sofre de magoa ou despeito?
Não carrega o tal bicho chamado defeito.
Mora na paraiso, rua de contramão
Na esquina com a céu. Seu nome é perfeição.
quinta-feira, 29 de maio de 2008
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