quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Você e a Madrugada

Chegou e fez-se notar imediatamente
Como a presença irremediável da madrugada
Naquela noite, me fez livre e eterno
Envoltos nos astros, nos amamos como nenhum ser poderia amar.

Bebi daquela madrugada como se fosse minha vida
Respirei o ar gélido da noite
Com a calidez sôfrega da ânsia dos corpos
E como se o relógio fosse invenção banal.

Partiste como a névoa da serra ao início da aurora
Sem marcas, sem vestígios tangíveis
Exceto pelo serração da lembrança
Eternamente querendo saber que horas são.

2 comentários:

My Thoughts disse...

Gostei do seu cantinho e dos manuscritos que encontrei!!!

Abraços!!!

Cristhiana
http://lembrancas.blog.terra.com.br

BLOG TESTE disse...

MARAVILHA, É UM POETA MESMO