terça-feira, 18 de novembro de 2008

A Morte do Poeta

Deixo aqui minhas útimas frases
Levaste contigo a minha inspiração
Com ela, levaste também meu sorriso.

Agora tenho certeza que é preciso mais que lágrimas para escrever
É preciso sorriso, um sorriso disfarçado de pranto
É preciso felicidade e dor, numa mesma proporção
Paixão e sofrimento ritmados.

Um poeta sem musa inexiste, é frio
Uma vida sem amor é vã, não cabe papel e caneta
Levaste consigo o meu amor
Mataste assim um poeta.

2 comentários:

Alzira Ewerton disse...

Poeta nunca morre... É eterno...
A vida prossegue sempre, e é preciso seguir com as cicatrizes, as feridas, as experiências da dor e da alegria. Deves mesmo indagar, comparar, pesar, decidir.
Pensa, poeta... Na linguagem dos carinhos mudos, é que se fala de um a outro coraçao... Quando procuras colher a rosa, sabes que os espinhos poderao ferir-te e que o perfume que te embriaga, poderá nada ser amanha... Antes de admirá-la, nao perguntas se ela é eterna. Ao condor que passa rumo ao sul e te encanta com seu majestoso voo, nao cobras a certeza da volta.

Héber Sales disse...

Eu acho que poesia tem tudo a ver com vazio, no sentido de estar desapegado das percepções automatizadas pela língua. Abraços!