Um bom amigo não é aquele que separa sua briga, e sim aquele que precisa ser separado dela
E recorda contente seu feito, que na verdade foi dele.
Um bom amigo nunca lhe estende um braço, lhe estende um copo, quase que cheio
E tem sempre um sofá, tão amigo quanto, disponível em sua sala.
Um bom amigo compra dez caixas de skol, mas sempre se lembra de comprar sua caixinha de brahma cativa
E não lhe pede cuidado com o bafômetro, lhe pede que xingue o PM, e ligue, caso precise de reforço.
Um bom amigo cultiva sempre, ao pé da mesa, um whisky muito mais velho que o das outras mesas ao redor.
Alheio aos olhares de pedinte e aos comentários maldosos do convidado ao lado.
Um bom amigo nunca cobiçará sua mulher pelas suas costas, e sim pelas costas dela
O faz pela frente e com certo ar de piadista.
Um bom amigo, se adversário, nunca deixará de cortar seu Ás, se parceiro, nunca deixará de xingar sua mãe caso seu sete caia antes do Ás
Este não precisa fazer média, visto que é da família.
Um bom amigo comemora a vitória do vasco sobre o flamengo, muito mais pela derrota do flamengo
Mas jamais critica com veemência o Brizola, ao menos na sua frente.
Um bom amigo não chorará sobre seu caixão, apoiará sobre ele os copos, e enaltecerá suas histórias, mesmo que faroleiro
Debochará das derrotas, e nelas, lhe exaltará um guerreiro
Na ressaca, chorará em silêncio, mesmo que por dentro, a morte de parte de si
E brindará o espaço vazio na mesa do bar, agora ocupado pela saudade.
sábado, 19 de julho de 2008
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