Jogo perdido. Já não exite mais espaço pra fuga. A monotonia rotineira do cotidiano ja não lhe faz feliz.
Voltarás para os meus braços, muito antes do que imaginas, pois só eu sei todos os atalhos do teu corpo perfeito.
Tua pele não é mais a pele imaculada de outrora, minhas digitais não se apagarão jamais.
Tens marcada cada entranha do teu corpo com meu fluido.
Não adiantas fingir teu coracão de metade, pois teu corpo só treme sob o meu, só queima com o meu toque, e hoje, é só isso que tua mente deseja.
Voce não é mais voce, voce sou eu sem querer alforria. Lhe tenho os dois seios nas mãos, e tu não te entregas pela metade. Não em minha cama.
Hoje sou teu dono, e a parca "metade" que resta, lhe resta sob minha concessão.
Transcendemos a relação intersexual, criamos bichos, bichos devoradores de alma, bichos anti-cristãos, que se juntam conosco numa intensa relação de paixão carnal a quatro, e que lhe é necessária.
Perdemos o jogo de travessuras, e hoje, somos nós quatro fundidos num só ser, um ser que se humilha, que se cospe, que se espanca, que se ama, um ser sem limites na busca incessante do prazer.
Voltarás aqui, desolada, pois já não consegues encontrar a paz dentro de voce sem mim, por mais que tentes soltar seus monstros, por mais que te deites noutra cama, nossas marcas de paixão estão entranhadas, na subcutis, pelo fogo da nossa febre.
Tua imagem no espelho já não é mais a mesma, viverás com a minha penumbra a distorcer-lhe e com teu rosto marcado, invesivelmente, pelo nosso prazer.
Tua culpa virou paixão e seu medo transformou-se em ousadia. Ontem te fiz mais mulher e tú me fizeste mais homem, hoje não passamos de seres únicos, assexuados e interdependentes. Já não carregas em tí a pessoa que trouxeste contigo, carregas por fim, nossas almas em enlace.
E eu lhe afirmo, com ar de profeta, não encontrarás felicidade longe da sua metade, aprendeste a ser plena e livre.
Sua doutrina consentida lhe fará voltar dessa fuga de sí, impotente e certa de que se perdeu de seu cerne, e, de que nada mais poderás fazer, exceto esquecer-se das convenções e assumir que mereces, pura e tão somente, viver a vida na intensidade que aprendeu a amar.
Bruno Leite
segunda-feira, 28 de julho de 2008
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2 comentários:
QUE AMOR BONITOOOOO, TOMARA QUE TENHA UM FINAL FELIZ
Nossa como é inebriante e intenso!!
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