sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Carta a desconhecida

Temo diante da inconstâcia natural de tua alma feminina
Que transcede o exotérico se externando em tua pele morena
De poros que exalam a sensualidade intrinseca a tua presença
Presença distante que me fez tremer e duvidar do real.

Uma boca que fala e toma repentina conotação até então ausente
Sorriso de vida própria e que traz vida a quem outrora moribundo do amor
Sorriso que recrudesce aquele que é da vida descrente
E que faz o cético enaltecer a tua beleza extraterrena.

Quem dera o homem, em sua forma reversa, pudesse alcança-la
Quem dera o mundo fosse feito de mais "voces"
Quem dera eu poder te-la fora de meus pensamentos
E o total vazio em minha mente a trouxesse pra mim.

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